Este blog tem o intuito de discutir temas relacionados com a economia. Sempre da actualidade, sempre imparcial e com uma visão dinâmica. Por ANTÓNIO BARROS
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Grécia e as consequências para Portugal e o resto da União Europeia
Outro dos temas que tem assombrado a economia nacional e europeia é a situação da Grécia e de Portugal no mundo e na União Europeia.
É verdade que Portugal está a sofrer o impacto de fenómenos externos. O abrandamento da retoma económica por toda a Europa tem consequências em Portugal, como tem também a incerteza quanto à resposta à crise, até pela situação na Grécia. A aprovação de um segundo resgate à Grécia vai ter um resultado positivo para todos os países vulneráveis da Zona Euro mas a Grécia não parece estar a cumprir os requisitos para o obter.
O Parlamento de Atenas votou a favor do novo plano de austeridade exigido pela troika, apesar da revolta expressa pelos milhares de manifestantes, que deixavam a capital irreconhecível. O documento foi aprovado por maioria de votos, mas será suficiente? E Portugal poderá ser arrastado para um caminho semelhante?
Eu acho que nós podemos ter de renegociar o nosso programa não por causa da Grécia mas devido à conjuntura interna. O primeiro pacote de resgate não chega para o país. Um reajustamento acabará por ser necessário se virá com mais medidas de austeridade ou não, não sei, e até nem sei se será necessário, uma vez que Portugal está a ser cumpridor, mas nunca se sabe o que a União Europeia decide. O problema da Grécia pode dificultar a negociar a dívida portuguesa. Cada vez que alguma coisa corre mal na Grécia, corre mal nos mercados. O impasse na negociação grega pode influenciar a subida das taxas de juro em Portugal como já se tem visto ultimamente.
Se a Grécia saísse do euro, as consequências seriam "catastróficas" e abriria "um precedente” para que outros países abandonassem a moeda única. Seria sempre "uma saída desordenada”: Uma saída ordenada implica um tempo de negociação que os mercados não vão dar [à Grécia]. A partir do momento em que um país entra em negociações para sair da Zona Euro, o que vai acontecer é uma corrida aos bancos.
Em primeiro lugar, "as pessoas ficam impedidas de ir aos bancos levantar as suas economias". Depois, a transição do euro para o dracma vai demorar, porque "não se consegue criar uma nova moeda com uma varinha mágica", o que significa que "vai haver racionamento".
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