quinta-feira, 7 de junho de 2012

Desemprego em Portugal


No final de Março, existiam 819,3 mil desempregados em Portugal.
A taxa de desemprego em Portugal subiu para 14,9% no primeiro trimestre de 2012, um novo máximo histórico, traduzindo um aumento de 2,5 pontos percentuais face ao trimestre homólogo. Foi a subida trimestral mais acentuada de que há memória, reflexo da recessão económica provocada pelas medidas de austeridade que estão a ser aplicadas no país, em troca de um resgate de 78 mil milhões de euros.
Segundo as estatísticas do Inquérito ao Emprego relativas ao primeiro trimestre de 2012, o número de pessoas sem trabalho atingiu os 819,3 mil, o que representa um acréscimo de 0,9% face ao trimestre anterior.
O INE explica que para este resultado contribuíram, fundamentalmente, seis situações: "a diminuição de 130,6 mil empregados do sexo masculino, que explicou 64,2% da variação ocorrida no emprego total; a diminuição de 135,8 mil empregados dos 15 aos 34 anos, que explicou 66,7% da variação ocorrida no emprego total; a diminuição de 276,1 mil empregados com nível de escolaridade completo correspondente, no máximo, ao 3º ciclo do ensino básico; a diminuição de 102,1 mil empregados no sector dos serviços e de 91,0 mil empregados no sector da indústria, construção, energia e água; A diminuição de 152,1 mil trabalhadores por conta de outrem, dos quais 106,5 mil tinham um contrato de trabalho com termo; e por último a diminuição de 204,4 mil trabalhadores a tempo completo.
            Nas suas previsões mais recentes, o Governo apontou para uma taxa de 14,5% em 2012. No entanto, está a ser feita uma revisão dos métodos de previsão e deverão ser apresentadas novas projecções no início do próximo mês.

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